domingo, 7 de abril de 2013

Deep Travel - Viagem profunda


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Retomando minhas divagações odepóricas, trago um texto que transcrevi de um site literário de alto nível chamado Bookslut, daqueles que você passa horas lendo artigos incríveis e inspiradores. No caso em questão, o que me inspirou a traduzir o texto que você irá ler, assinado por Jessa Crispin, editora e fundadora do Bookslut.com, foi uma expressão que eu ainda não conhecia nesse meio da literatura odepórica: Deep Travel, Viagem Profunda.

O artigo da Jessa é precedido por uma questão: É possível falhar em uma viagem? Bom, pensei, qual o sentido dessa pergunta? É o que eu estou imaginando? De fato, era. Tudo começou quando a autora do artigo leu no blog de viagens Wolrdhum e depois no Vagabondish uma petit polêmica surgida entre os leitores desses sites discutindo acaloradamente o artigo de uma jovem viajante publicado numa revista eletrônica chamada Thougt Catalog. (links no final do post).

A jovem, que se chama Caitlin Rolls, escreveu um texto intitulado “Viajar para a Europa não mudou a minha vida”. E daí? Daí que o povo ficou doido com as afirmações da moça, que nada mais fez do que levantar a questão de que esse papo de que as viagens transformam as pessoas é uma grande balela.

Eu simplesmente adorei o atrevimento da Caitlin, embora não necessariamente concorde com seus argumentos. Diria que concordo em parte, no sentido de que o que ela diz é um fato real: nem todas as viagens, talvez mesmo a maioria delas, são uma experiência transformadora- o que não quer dizer que a possibilidade de transformação interior não exista nunca. É uma autoanálise interessante esta: quantas viagens você fez que verdadeiramente mudaram  a sua vida? E se mudaram, o que foi que mudou efetivamente?

Resposta não tão fácil, porque mexe com coisas como o ego, você sabe disso; ao mesmo tempo, isso tudo envolve doses generosas de subjetividades, afinal quem poderá saber o que significa para você termos como transformação interior, crescimento pessoal, arrebatamento espiritual, quebra de paradigmas e tantos outros associados àquilo que denominamos de experiência transformadora de uma viagem?

O termo Deep Travel, que a Jessa usou no artigo dela foi retirado de uma obra de Tony Hiss (que ela cita ao longo da leitura) e não é muito explorado, embora a ideia esteja explícita no texto de uma maneira geral. Cá entre nós, achei que o fulano nada mais fez do que criar uma expressão de algo que já existia, mas está valendo, pois chama a atenção ao que de fato importa: o que podemos chamar nos dias que correm de Viagem com V maiúsculo? Viagem de viajante, não viagem de turista. Fazer um safári pela África ou subir uma montanha no Tibet, com todas as facilidades modernas, podemos chamar isso de uma grande viagem, ou como diz o gringo, viagem profunda?

Cada um que tire suas próprias conclusões, é o que posso dizer somente. A leitura que se segue valerá a pena se você se interessou pelas questões formuladas acima. Boa viagem.
É possível falhar numa viagem?


Uma garota (ou um rapaz) viaja para a Europa a fim de se descobrir. E a gente sabe o que acontece a seguir. Esse é um enredo firmemente tecido na nossa cultura. Está nos nossos romances, nos nossos filmes e em nossas memórias. De Henry James a Elizabeth Gilbert (Comer, rezar, amar), essa é a história que contamos a nós mesmos e aos outros: o ato de viajar, ou tocar em frente, irá de alguma forma destilar sua essência interior, um entregar-se a si mesmo, de modo que você descerá daquele trem ou sairá do setor de bagagens do aeroporto uma versão mais você de você mesmo.

Uma garota vai para a Europa para se encontrar. Só que isso não acontece. Ela descobre, ao invés disso, que as pessoas de Paris ou de Londres ou de Barcelona reagem frente a uma garota bonita e jovem da mesma maneira que as pessoas nos Estados Unidos. Ninguém a leva a sério o suficiente para lhe dizer qual o sentido da vida, e ela também não é capaz de encontrar a resposta dentro de si mesma.

Ela volta prá casa e escreve um ensaio para um site chamado Thought Catalog (algo como “Catálogo de Reflexões”) afirmando que as pessoas que falam sobre o lance das viagens que mudam suas vidas estão mentindo para si mesmas; essas mesmas pessoas não apreciaram seu ponto de vista. 

Eu descobri esse ensaio no site de viagem World Hum, um site que “explora como a viagem nos transforma, como ela muda a maneira como enxergamos o mundo e como a própria viagem muda o mundo”.  Depois li o mesmo artigo no Vagabondish e em outros blogs de viagem que tratam dessa temática.



“Essa pessoa está obviamente enfastiada ao ponto de não ficar impressionada com nada”, escreveu um leitor no World Hum, e seu comentário foi seguido por diversos outros simpáticos à sua opinião. No próprio site Thought Catalog, a seção dos comentários ficou repleta de afirmações dizendo que a garota era egocêntrica, estúpida, ingênua, que é como as pessoas reagem a uma jovem garota bonita tentando se expressar.

Eu não tenho certeza se concordo com ela ou não, e eu digo isso como alguém que viaja compulsivamente. Obviamente, o simples fato de sair e de voltar de algum lugar não vai revelar o que Caitlin Rolls (a autora do artigo) maravilhosamente chamou de "a abnegada e graciosa deusa Phoenix que habita em mim." Os escritores de viagens gastam uma enorme quantidade de tempo tentando traduzir em palavras a alquimia especial e transcendental que a viagem (supostamente) oferece, de modo que é compreensível que Rolls pensasse que isso é o que deveria acontecer com ela. Há uma grande quantidade disso na obra de Tony Hiss, “In Motion: The Experience of Travel” (Em movimento: A Experiência da viagem), para quem viajar é a "catapulta para levantar as asas do espírito humano." Tais afirmações geralmente marcam o ponto em que eu fecho um livro, para nunca mais reabri-lo. Mas eu estava interessada na desconexão entre o espírito subindo de Hiss, a divindade inexplorada de Rolls, e minha necessidade de ver o máximo que eu pudesse do mundo.



De acordo com Tony Hiss, há um estado de ser chamado de Viagem Profunda. Ela é provocada pela estranheza do mundo em torno de nós. Uma vida inteira de rotina e vendo os mesmos prédios povoados pelas mesmas pessoas é o que nos torna um pouco negligentes. Nós podemos ser despertados de nosso sono pelo inesperado. Esta é uma ideia interessante. Eu estou interessada nela. Mas Hiss é um pouco vago sobre o processo de transformação. Ele vai de uma ciência específica para palavras como "aperfeiçoamento" e "renascimento" e assim por diante demasiadamente rápido. É como uma equação científica com uma escala em letras muito pequenas dizendo "e então a magia ..." Mas isso tem algo a ver com a tomada de mais informações, alterando a maneira de pensar, ser capaz de confiar em nossa própria capacidade. A viagem não é sobre o prazer, tanto quanto é trabalho duro.

Estou quase do seu lado. Eu acredito fortemente na necessidade humana de aventura, como acredito nas qualidades amortecedoras da rotina. É o ângulo de pseudo-espiritual que eu me recuso a seguir, assim como o argumento que surgiu há alguns anos, o de viajantes x turistas. Agora nós podemos adicionar uma nova categoria. "Bem, OK, você pode ser um viajante, mas você é um Viajante Profundo? Você está aberto à experiência?”. Aliás, “estar aberto à experiência” é outra frase que quase me fez deixar o livro no trem.
Fragmentos

Estou em Paris. Meus pais, que nunca tiveram passaportes, pediram-me para lhes enviar fotos de Paris, mas eu estou tendo uma dificuldade tremenda para puxar a câmera para fora da minha bolsa. Tudo parece demasiadamente com Paris. Eu assisti muitos filmes franceses, vi as fotografias românticas de amantes de mãos dadas na calçada, em frente de belos edifícios com janelas abertas, música, eu acho que Ravel, soando suavemente para fora de um apartamento. Eu poderia muito bem enviar a meus pais um cartão postal, eu acho, ou um clipe do YouTube tirado de um filme.



Da mesma forma, eu estou atuando em um verdadeiro roteiro de Paris. Eu estava aqui há dois anos, também, e cada vez que eu estou aqui eu consigo andar por aí sozinha, meio de fossa, um pouco à deriva. Ando pelas ruas com vestido preto e óculos de sol, embriagada às 11 horas e pensando apenas no homem com quem eu não estou. Os homens mais velhos me puxam para o lado e enchem o meu copo de vinho e me dizem coisas em francês que eu não consigo entender, mas acaba sendo perfeito. Eles me contam suas próprias histórias de amor que deram errado, como um consolo e um ato de camaradagem, e enquanto eu enxugo as lágrimas fico divagando e imagino se existe uma equipe de filmagem nas proximidades, ou se a minha vida fosse, de repente,  narrada por Marguerite Duras. Me pergunto se o espírito da cidade já infectou minha vida amorosa e este é o resultado inevitável. Como se houvesse outra maneira possível de estar em Paris.

Estou chateando a mim mesma com esse enredo de Paris. Começo a me perguntar por que eu vim para cá, ao invés de, sei lá, Bratislava. Isso - eu digo a mim mesma – não tem volta.



“O que estou fazendo aqui?" - O mantra fundamental se não a oração de todos os viajantes. Pois é precisamente em uma viagem, pela manhã, em uma cidade estranha, antes da segunda xícara de café começar a fazer efeito, que você experimenta de maneira mais palpável a estranheza de sua existência banal. Viagem não é mais do que uma forma relativamente saudável de narcótico, afinal "Andrzej Stasiuk é um escritor polonês que também conhece a compulsão para viajar, e ele escreve muito bem sobre isso em A Caminho de Babadag: Viagens pela Outra Europa. Ele é mais realista, menos romântico sobre os efeitos finais do que Tony Hiss. Aquela qualidade narcotizante de viajar parece mais precisa do que a revelação espiritual de Hiss. Você pode ver a interconexão de todas as coisas vivas sob o efeito do LSD. Você também pode ver insetos rastejando sob sua pele.

Hiss quer descobrir o que o movimento faz com o cérebro humano. Por que as pessoas odeiam voar e detestam os aeroportos, tendo que tirar os sapatos na segurança, mas amam e romantizam os trens. (Eu estou interessada nisso também, mas Hiss não vai atrás de uma resposta); ele quer saber o que acontece com uma pessoa que se vê rodeada por gente que só fala o idioma polonês, o resultado de uma pessoa perdida em uma cidade estrangeira (outra coisa que não o lance vago da "transformação"). Ele cita Rumi, Pico Iyer, e Albert Camus. Ao ler Hiss, começo a me perguntar se ele quer vender essa ideia de Viagem Profunda. Ele repete essas palavras repetidas vezes, como um mantra.

Acho que o que ele quer dizer com Viagem Profunda é o estranhamento intenso que pode ocorrer a alguém em uma viagem, a maneira com que uma pessoa tem que reconfigurar sua rotina e os mecanismos para enfrentar desafios a partir do zero, uma vez que os antigos não vão funcionar. Mas a melhor descrição da viagem profunda não vem de Hiss, mas Stasiuk:

É bom ir para um país que você praticamente nada sabe, onde tudo deve ser vagarosamente reconstruído. Em um país em que você tudo desconhece, não há nenhum ponto de referência. Você luta para associar as cores, cheiros e lembranças obscuras. Você vive meio como uma criança, ou um animal. Objetos e eventos podem trazer algumas coisas à memória, mas no final, eles permanecem sendo não mais do que o que eles são de fato. Eles começam apenas quando você os experimenta e desaparecem quando outros surgem em seu lugar.



Ele está certo, no entanto, ao tratar de "um país que você praticamente nada sabe a respeito." É tão fácil abrir mão de sua rotina diária em um país que você conhece através da arte, do cinema e da literatura e ficar só com um de seus enredos. Eles praticamente são vendidos e embalados a vácuo no Duty Free,  ao lado da prateleira de bebidas. As capitais europeias mais visitadas, as que mais aparecem nos cartões postais, sofrem com o peso de tantas fotografias, de tantos jovens à espera de sua transformação.

"A observação elimina os objetos e as paisagens", escreve Stasiuk. "A destruição e o declínio vêm a seguir. O mundo é consumido, como um mapa esfolado, por ser demasiadamente observado."

Um desses homens em Paris começou a falar sobre como tudo isso fez com que a narrativa (de viagem) perdesse seu rumo. Ela desconhece sua própria finalidade. Eu ouvi isso através do filtro da viagem. Escrever, este homem me diz, costumava ser sobre a informação. A escrita de viagens tinha como mote trazer à vida os lugares do mundo que ninguém jamais havia visto, como no caso de Mary Wollstonecraft, que prendeu seu bebê ao corpo e saiu para escrever sobre os confins dos países nórdicos, ou Rebecca West, perambulando através dos Balcãs devastados pela guerra. Mas agora há muito pouco ainda não visto.



Há histórias definitivas sobre quase todos os lugares na Terra agora. E com tantas outras maneiras de se obter informações - se você quer saber sobre a Albânia, por exemplo, agora você pode muito mais facilmente consultar os albaneses - o sentido da escrita de viagens se perdeu no caminho.

Eu costumava ler uma grande quantidade de narrativas de viagem, de modo que conheço bem essas histórias. Levava estes livros para casa, mesmo sem saber nada sobre o autor ou a obra, pois o que eu buscava era apenas um pouco de “aventura de poltrona”. Isto parou por volta da época em que resolvi entrar na internet bêbada à procura de tarifas aéreas internacionais (foi a maneira que encontrei de superar a minha inércia com sede em Chicago e sair do país).

Não foi fácil encarar o fato de que eu poderia conhecer esses países sozinha; minhas viagens para fora do país não foram o que você chamaria de transformadoras. Assustadoras, sim; às vezes infernalmente deprimentes, humilhantes e, em seguida, alegres, divertidas, solitárias. Na Irlanda, não fui transformada ao encontrar as raízes da minha família nem saí de lá com um novo sentido de lar; em Buenos Aires, a minha vida não foi transformada através da carne vermelha, tango, e sexo com homens latinos. OK, talvez a carne vermelha, um pouco.
 



Viajar é uma escolha. Ou você vai, ou não. Permanecer em casa oferece igualmente muitas oportunidades de crescimento, de transformação, de conexão cerebral e quaisquer outros termos da moda que você gostaria de usar aqui. Se você é do tipo de pessoa que está com mais medo de ficar em casa do que vagando do lado de fora, talvez pegar a estrada seja a opção mais adequada.
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10 comentários :

  1. Acho que uma mente superficial não faz uma Viagem Profunda nem que a pessoa desça ao centro da terra. A viagem começa, se faz e termina na mente do viajante, conforme os recursos culturais, simbolicos, sensoriais e afetivos que ele tem - ou absolutamente não tem. Nesse ultimo caso, é mais barato ligar a tv e se instalar em frente ao sofá, porque dá na mesma.

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    1. É por aí mesmo, Bea, concordo em tudo contigo, sobretudo no que diz respeito ao que você chamou de recursos simbólicos. Acredito que toda e qualquer experiência profunda em direção ao autoconhecimento só é possível através da compreensão simbólica dos fatos que nos cercam, caso contrário estaremos sempre navegando na superfície. Namastê!

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  2. Grande postagem Césare. Muito interessante e com excelentes dicas. Vivemos, infelizmente, em uma sociedade cada vez mais imediata ... prazeres imediatos, satisfações imediatas, amores imediatos, viagens imediatas, experiências imediatas, religiões imediatas ... acreditar que uma viagem vai transformar a sua vida é um erro de percepção muito comum e inocente. A única coisa que pode mudar uma pessoa é ela mesma ... e para isso é preciso estar atento todos os momentos. As viagens, quando se esta aberto a elas (sim, insisto nessa expressão que a autora tem pavor), são apenas instrumentos para potencializar essa mudança interna ... que de forma alguma é express :)

    Criticar as viagens é o mesmo que matar o mensageiro para não ter que encarar a mensagem: que é olhar cada vez mais profundamente para dentro de cada um de nos.

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  3. Acabei de fazer um post indicando esse post :) Bacana a reflexão!

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  4. Hey Davi! Agradeço a visita e a indicação, mais uma vez, no Vou Sair...; também acompanho sempre as suas divagações. Seu comentário aqui só fez enriquecer ainda mais o assunto, valeu! Keep walking!

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  5. Cara, curti muito seu blog, to lendo os textos aos poucos, adorei o texto sobre o Ed Buryn, divertido e profundo (tanto pelo cara quanto pela forma com a qual vc o descreve). Seu blog é pra ser lido aos poucos, apreciando cada texto.

    Vc mora na Espanha, ou já morou? Tenho muita vontade de viajar pra esses lados, até pq minha familia vem da Galícia. Ou seja, se toda viagem tem seu componente de autoconhecimento implícito (como vc bem diz e eu tb acredito), viajar para a Galicia seria, pra mim, uma oportunidade de conhecimento também da minha arvore genealógica, rs!

    Um grande abraço

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  6. Deixo aqui tb a dica de um disco que talvez inspire algum desses belos posts do seu blog: é da banda inglesa Marillion, e o titulo do disco é Happiness is the Road. Varias letras falam das delicias de uma vida simples, passada na estrada, e dos lampejos de algo maior que surgem através dessas experiencias. Alguns titulos de musicas desse disco, só pra dar um aperitivo do conteudo: The Train is My Life, Essence, Trap the Spark, A State of Mind, etc. Abração

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  7. Hey Rafael! Antes de mais nada, valeu a dica do cd do Marillion, acabei de comprá-lo no site da Amazon (após ouvir as faixas uma a uma, ótimas!). Respondendo a sua pergunta,vivo aqui em Sampa, mas morei sim alguns meses na Espanha, há exatos dez anos, mas praticamente estou por lá todos os anos desde 95 e a Galícia é a minha "segunda pátria", embora minha raiz espanhola seja do sul, região de Granada.Se puder, vá sim visitar a terra dos seus antepassados, se possível caminhando e aí sua viagem ganhará uma dimensão bem mais "transformadora"...

    E como vc falou de cds, qdo puder leia o post sobre viagens sonoras, cujo link segue abaixo; há um breve comentário sobre a música celta galega que talvez possa lhe interessar.

    Agradeço seus comentários animadores, Rafael, Apareça!

    http://odeporica.blogspot.com.br/2011/08/viagens-sonoras-e-poema-de-mirna-grzich.html

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  8. Olá, Paulo! Legal, espero que vc curta o Marillion!

    Pretendo fazer mesmo essa viagem pra Espanha quando for possivel, é uma ambição ainda discreta, mas nao menos intensa!

    Comecei a ler o post sobre as viagens sonoras (ele é bem grande, hehe, ainda nao deu pra ler tudo, mas o farei), e vi que vc cita umas coisas que adoro: Dead Can Dance (já ouviu o disco mais novo, do ano passado? Soberbo), Clannad, Luar na Lubre (da Galicia né! Tenho até um DVD deles ótimo, filmado lá), MIlladoiro (tb de lá)... e vc menciona mais uns tantos artistas que me deu vontade de ouvir, vou procurá-los já!

    Outra coisa: Vc já escreveu algum post sobre o diretor alemão Wim Wenders? Ele é quase que um especialista em road movies (a produtora dele, inclusive, chama-se road movies), e tenho ele como meu diretor preferido, acho ele fora de serie. Uma espécie de "discipulo" dele no Brasil é o Walter Salles, que tb adora um road movie (e fez inclusive o On The Road ano passado).

    Seu blog já está nos meus favoritos aqui!
    Abração

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  9. Salve, Rafael! Dead can Dance? Tenho tudo deles, e também da carreira solo da Lisa e do Brendan Perry, são meus ídolos há anos! Você definitivamente tem um bom gosto musical, hahaha!
    Por coincidência estou trabalhando um texto sobre Road Movies aqui pro blog, e claro que Wim Wenders não fica de fora, aguarde! Sobre o Walter Salles, adoro seus filmes e estou namorando uma obra intitulada Na Estrada,que trata do cinema dele, de seu processo criativo e fala bastante, claro, da filmagem de On the road. Falta é tempo, mas a gente vai dando um jeito! Ultreya y Suseya!

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