domingo, 22 de maio de 2011

Desertos, texto da Revista Siete Leguas, by Gerardo Olivares

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Visitar livrarias é um dos meus programas favoritos quando viajo. Passei alguns dias caminhando pela Galícia, uma das mais agradáveis regiões da Espanha, e no final da viagem reservei uma semana para garimpar livros e discos que só encontro por lá.

Trouxe poucas obras na bagagem, todas elas relatos de viagem não publicados por aqui. Entrei em várias livrarias em Santiago e outras tantas na cidade do Porto, sempre em busca de títulos relativos à literatura odepórica. Por lá, ao contrário daqui, as narrativas de viagem ganham um bom destaque entre as prateleiras. Vi coleções interessantes de relatos, muitos contemplando as impressões dos grandes viajantes do século 18 e 19, mas também interessantes narrativas contemporâneas. Um dia a gente chega lá.

Mas meu primeiro post pós-viagem não será sobre algumas das obras que resenharei no futuro, e sim sobre um artigo de revista, uma revista extraordinária que descobri por acaso, numa banca de jornal de uma estação de trem. Trata-se da edição de número 37 da revista SIETE LEGUAS (VIAJES DEL SIGLO XXI), publicada pela editora El Mundo, na Espanha.

Fiquei fascinado pela publicação e corri atrás de edições anteriores sem sucesso. Há pouca informação na internet sobre a revista, que não tem site próprio. Descobri que são editados apenas 4 números por ano (um para cada estação do ano) e que os textos são escritos por viajantes de prestígio e não por repórteres enviados pela redação. Por conta disso, as matérias ganham muito mais profundidade do que se costuma ver em publicações do gênero, que na verdade tratam das viagens quase que exclusivamente sob o ponto de vista turístico.

A edição 37 (Primavera) traz os seguintes artigos: Ilha de Páscoa, Cantábria, Guatemala e Bruxelas; um longo texto repleto de imagens fantásticas sobre o famoso festival das cores, o Holi, que dá as boas vindas à estação primaveril na Índia; um Cuaderno de Viaje, que surpreende o leitor com uma belíssima editoração em formato de caderno de viagem no mais puro estilo Moleskine (as cadernetas usadas pelos viajantes mundo afora e que custam muito mais do que você gostaria de pagar por uma caderneta) sobre o Quênia, e por fim o texto sobre os Desertos, meu escolhido para esta postagem.

Como você pode notar, são poucas matérias, mas todas elas muito bem escritas, com boas fotos e boas indicações de pesquisa para quem pretende seguir os passos do autor (a) da reportagem (o de sempre: quando ir, o que ler, como chegar, documentação, e o merchandising básico, evidentemente). É isso.

Escolhi transcrever a matéria sobre os desertos simplesmente porque sou fascinado por eles, embora nunca tenha estado de fato em algum. Talvez me contente em apenas ler as impressões de outros viajantes e de como o ser humano reage a uma experiência tão forte como deve ser a de passar alguns dias ou semanas imerso numa imensidão de areia e vivendo sob temperaturas extremas de frio e de calor. Tenho a mesma fascinação pelos relatos de montanhistas, como os de John Krakauer, mas decididamente desisti de querer conhecer os topos do mundo pelo mundo afora.

O que quero dizer com isso é que muitos de nós nos sentimos fascinados por alguns lugares específicos do planeta, lugares tão díspares como geleiras e desertos, mas nem por isso cogitamos uma aventura por essas paragens. Daí o encanto da literatura, que consegue nos levar até lá sem que tenhamos que sair de casa. Para muitos de nós, a viagem que se faz pela leitura já é o suficiente para alegrar o espírito e alimentar os sentidos. Quando não se pode – ou não se quer – por os pés na estrada, essa ainda é a melhor alternativa. Namastê!


Os tuaregues afirmam que o deserto de Ténéré é uma terra vazia que serve somente para ser atravessada. Em 2002 tive a oportunidade de atravessá-lo acompanhando uma caravana de camelos que se dirigia às minas de sal de Fachi.

Era o deserto mais incrível no qual eu jamais havia estado, a mãe de todos os desertos. Mil quilômetros de areia sem o mínimo resquício de sombra onde abrigar-se, sem o menor sinal de vida. O deserto dentro do deserto, a natureza morta, um pedaço de terra que os tuareg sempre temeram em atravessar.

Ibrahim, o chefe da caravana, não entendia por que os europeus se sentiam tão atraídos pelo deserto: “Não há nada, só areia, vento e silêncio”, costumava me dizer. Os desertos têm me cativado desde pequeno e não sei muito bem por quê. Provavelmente por seus infinitos horizontes; por seus fabulosos entardeceres; pelas gentes que os habitam; pelos sons do silêncio; pela solidão; por sentir a força da natureza, a insignificância do ser humano frente a ela; a dimensão do espaço; a profundidade do firmamento nas noites de lua nova.... A paz.

O primeiro deserto em que estive foi com meu pai no Marrocos, no começo dos anos oitenta, quando eu estava por volta dos dezoito anos. Voltei fascinado daquela viagem, tanto que desde então visitei ou atravessei praticamente todos os desertos com exceção da península arábica e o deserto australiano.

Em 1990 queria percorrer o deserto do Saara argelino e chegar até a fronteira com Mali, um sonho que acalentava havia muitos anos. Tentei conseguir para a empreitada um 4x4, mas como não foi possível, tive que me virar com o que possuía: um carrinho popular no qual a duras penas eu conseguia caber (meço quase dois metros de altura). Era isso ou nada. Foi a minha primeira grande viagem pelo Saara e assim a recordo:

Acabo de cruzar a fronteira entre o Marrocos e a Argélia. Viajo a bordo de um Seat Panda em uma complicada missão de chegar até à longínqua fronteira com Mali; O termômetro marca 51º C. Circulo pela N-6 em paralelo com a fronteira marroquina até o sul, em direção ao oásis de Reggane, porta de entrada do mítico e desconhecido deserto de Tanezrouft.

Às dez da manhã o calor é tão extremo que não posso seguir dirigindo e decido parar no primeiro núcleo habitado que encontrar. À beira do caminho passo por uma placa com uma palmeira desenhada que marca a direção de Taghit, uma povoação situada a uns 30 quilômetros, no próximo desvio à esquerda.

A boa estrada de asfalto logo se converte em um pequeno inferno de buracos e poeira que, junto com a temperatura do habitáculo, terminam por transformar a viagem em um autêntico pesadelo. À beira de sofrer uma insolação, entro na pequena povoação de Taghit, onde o sonho ruim dá lugar ao sossego. O destino quis que eu fosse parar em um dos oásis mais charmosos do Saara.




Taghit é o que alguém sonha em encontrar quando viaja pela primeira vez ao Saara. O povoado está formado por ruazinhas estreitas de casas de adobe vermelho, protegidas por um ksar – fortaleza do deserto – e rodeada de um frondoso palmeiral a água corre e murmura entre hortas de limões, romãs e toranjas.

Às suas costas, as dunas do Grande Erg se levantam ameaçadoras, uma constante na vida de suas gentes e que a sabedoria está conseguindo conter.

Assim que cheguei ao oásis busquei proteção sob a sombra de uma figueira enquanto submergia a cabeça na água fresca que corre pelos seus canais. Estes oásis, cruciais às caravanas comerciais entre o sul e o Mediterrâneo, foram criados pelo homem a partir da presença natural da água. Seus milenários sistemas de irrigação são autênticas obras primas de engenharia hidráulica onde se aproveita até a última gota.

Ao cair da tarde me animo a subir a duna mais alta para contemplar o pôr-do-sol. Desfrutando das magníficas vistas do palmeiral, trato de imaginar o que deveriam sentir os caravaneiros ao chegar a um desses oásis depois de suas longas e penosas travessias pelo grande deserto.

Viajo até a cidade de Tamanrasset esgotado e desesperado por encontrar alguma sombra na qual pudesse buscar abrigo. Meu intento de atravessar o Tanezrouft – que na língua tuaregue quer dizer “ali onde não há nada” – para alcançar a fronteira com Mali, foi um fracasso. O calor e a escassez de água terminaram por me convencer de que o melhor seria sair dali o quanto antes.



Sabia que a cada ano o Tanezrouft cobra um bom número de viajantes incautos e inconseqüentes como eu havia sido; suas últimas vítimas foram um casal de alemães que deixaram a música de seu 4X4 ligada a noite toda e nunca mais conseguiram dar partida. Quando os encontraram, o exército argelino descobriu que antes de morrer haviam bebido até a água do radiador.





Minha viagem até o norte me levaria pela mítica Transaariana, uma das cinco grandes rotas que atravessam o Saara de norte a sul, até o maciço de Hoggar, uma das mais belas paisagens do deserto argelino. Logo após abandonar Tamanrasset comecei a vislumbrar no horizonte seus grandes picos de pedra vulcânica.

Conforme adentrava no Hoggar e ia ganhando altura, a temperatura começou a descer e pouco antes do sol cair, o termômetro marcava reconfortantes 25ºC. Quem diria que naquela noite eu teria que me agasalhar!

Na manhã seguinte continuei na pista empedrada até Assekrem, onde o padre Focauld construiu uma ermida com o intento de difundir o cristianismo entre as tribos nômades. A cada momento eu cruzava com famílias tuareg que me ofereciam saborosas tâmaras de seus oásis e que têm a fama de ser os mais ricos da Argélia. A pista serpenteava entre um labirinto de formações rochosas que seguiam assim até o cume do Assekrem.



A duras penas cheguei, momentos antes do sol se ocultar. E é então que o Hoggar se converte em um lugar mágico: conforme a luz do sol se atenuava, os enormes espigões de pedra iam adquirindo uma tonalidade de um vermelho tão intenso que pareciam pequenos faróis salpicados na planície infinita. Pouco a pouco a paisagem ia desaparecendo, fundindo-se na negritude, deixando iluminadas somente as moles de pedra.

Em 1991 atravessei o continente americano desde o Alaska até a Terra do Fogo em um Land Rover. Um dos locais da América do Norte que mais me cativou foi um pequeno cânion situado no deserto do Arizona.





O Cânion de Chelly é uma pequena joia da natureza, um remanso de paz e de tranqüilidade, em cujas paredes verticais se guardam zelosamente desde há 2000 anos a espiritualidade e a arte dos índios anasazi, os primeiros povoadores dos Estados Unidos.

No começo de agosto o calor no deserto é sufocante. Percorro a emocionante rota 25 em direção ao sul, até a fronteira com o México. Esta estrada legendária que nasce em Búffalo (Wyoming), e atravessa de norte a sul boa parte do Far West, morre na cidade fronteiriça de El Paso, lugar no qual pretendo entrar no México. Parte de seu itinerário atravessa cenários míticos que todos já vimos nos filmes de índios e caubóis, como Monument Valley.





Antes de entrar no México faço um desvio em direção ao oeste em busca de um pequeno cânion tão desconhecido como fascinante. O Cânion de Chelly forma parte da grande reserva de índios navajo, a maior dos EUA. A melhor maneira de percorrê-lo é caminhando ou a cavalo, para admirar os petróglifos e as construções de adobe que jazem incrustadas a 200 metros de altura.

Se acima na superfície o terreno é árido e monótono, na parte baixa o ar corre fresco graças às pequenas hortas que os navajo foram cultivando no leito seco do rio desde tempos imemoriais. Não em vão, o termo navajo tem sua origem no vocábulo Navahhu, que significa “campo de cultivo em leito seco”.



É ao cair da tarde que o Cânion de Chelly mostra todo o seu esplendor. Há vários lugares para contemplar as mudanças de cor projetadas nas rochas. O melhor ponto é o mirante de Spider Rock, um dedo de pedra de 240 metros que, com o cair do sol, adquire um tom vermelho tão intenso que parece irreal.

No coração do altiplano boliviano existe outro lugar tão fascinante quanto o Cânion de Chelly. O Salar de Yuni é o maior deserto de sal do mundo e um dois cenários mais surpreendentes do continente americano. E se você tiver a sorte de atravessá-lo depois de uma tormenta de chuva, então o espetáculo é formidável.





Havia passado vários dias rodando nas ilhas do Lago Titicaca, com os índios aimaras e meu objetivo seguinte era o Salar de Uyuni, o principal destino turístico da Bolívia. Tomei a Ruta I rumo ao sul. Em Challapata parei para abastecer o carro. “Faz um frio intenso no Salar, agasalhe-se bem...”, me disse o homem enquanto enchia o tanque.

A ideia era atravessar sua desolada superfície e posteriormente entrar no Chile por uma pista que atravessa os Andes. Cheguei às suas margens no meio da tarde de um dia cinzento e as últimas chuvas haviam criado uma fina capa de água que convertia a salina em um espelho perfeito.

Ansioso por adentrar-me naquele mundo irreal, tomei referências, ajudado por um mapa e bússola, e depois de marcar o rumo, coloquei-me em marcha. Viajava sobre uma superfície salina de 10 metros de espessura e, no entanto, com o reflexo do céu tormentoso sobre a salina, parecia que estava flutuando, ou melhor, voando em um mundo simétrico através de um fantástico mar de nuvens negras e ameaçadoras. Era uma sensação muito estranha e totalmente nova.





Ao cair da tarde, as nuvens daquele horizonte indeterminado se dissiparam e o sol fez sua aparição. Decidi parar e dormir ali, em meio ao tão fabuloso cenário, montei minha cadeira e sentei-me para contemplar em silêncio aquele espetáculo.

Em 1998 atravessei todo o continente asiático desde a Espanha até Singapura, em uma viagem que durou mais de um ano e meio. Percorri 19 países e todos os desertos do continente. Viajo pelas terras altas da Anatólia Central através de uma cuidada estrada de asfalto de retas intermináveis. A luz enviesada do entardecer suaviza as cores de uma paisagem formosa que mostra toda a gama de ocres.

Vou até a Capadócia, uma das regiões mais interessantes e estranhas da Ásia Menor. De tempo em tempo aparecem pelo caminho estranhos edifícios retangulares de pedra, sem janelas e com um grande portão de entrada. Alguns foram reabilitados, e outros estão abandonados e semidestruídos.



Detenho-me em um deles e descubro que são caravanserais, antigos refúgios edificados para dar abrigo e proteção aos comerciantes e suas caravanas de camelos. A estrada pela qual viajo passa pela mais importante rota comercial que houve entre Oriente e Ocidente: A Rota da Seda. Seu estratégico enclave foi o que marcou o passado da Capadócia, uma região localizada no meio de um dos mais importantes corredores da história.

Por aqui passaram hititas, assírios, persas e gregos; o império romano, as hordas do temido Gengis Khan, seljúcidas e cristãos; seus habitantes sobreviveram a todos eles graças a um terreno que lhes permitiu esconder-se durante meses sem serem vistos. Ainda hoje é possível visitar alguns destes refúgios subterrâneos como o de Kaymakli, que podiam albergar populações de até 25.000 pessoas, equipadas com padarias, cavalariças, poços de água, etc.





Ao sul da Capadócia, em terras jordanas, se encontra um pequeno deserto conhecido como o Vale da Lua. É um soberbo cenário natural onde em 1962 foi rodado o épico filme Lawrence da Arábia. Em seu livro Os sete pilares da sabedoria, sobre sua aventura pelas longínquas terras da Península Arábica, o oficial de inteligência britânico Thomas Edward Lawrence escreveu sobre o deserto de Wadi Rum: “O entardecer carmesim nestes alcantilados e escadas inclinadas de fogo neblinoso descem até a senda amuralhada.... É um lugar imenso, solitário... como que tocado pela mão de Deus.”

As palavras utilizadas por este intrépido arqueólogo e militar fazem honra a este pequeno universo vazio e sem limites onde a areia, o vento e a água foram esculpindo ao longo do tempo uma das paisagens mais belas da Terra.

A melhor maneira de percorrer o deserto de Wadi Rum é no lombo de um camelo, onde se poderá adentrar até os lugares mais recônditos de Jebel Rum, descobrir as ruínas da casa de T.S.Lawrence ou antigos petróglifos de 4000 anos de antiguidade, e acampar sob os arcos de pedra de Burdah e Wadak para contemplar os mais belos entardeceres enquanto se desfruta da tradicional cerimônia beduína das três xícaras de café: uma pela alma, outra pela espada e outra pelo convidado.

Sobre o autor:

Gerardo Olivares é um viajante incansável. Começou a percorrer o mundo em 1987, quando ainda estudava na universidade de Madrid. Aos vinte anos pediu emprestada a vespa de seu irmão e foi para a Lapônia, onde realizou sua primeira reportagem gráfica sobre os nômades que vivem além do Círculo Polar Ártico. Regressando a Madrid, publicou sua reportagem na revista Los Aventureros, onde começou a trabalhar efetivamente pouco depois. Um ano mais tarde percorre boa parte do deserto do Saara em um carro popular - deserto que atravessaria posteriormente em várias ocasiões. Numa das viagens começou a amadurecer aquilo que seria seu primeiro grande projeto documental, “La ruta de las Córdobas”, uma viagem desde o Alaska até a Terra do Fogo, seguindo as 36 cidades, povoados e acidentes geográficos que levam o nome de Córdoba. Durante um ano e meio percorreu a espinha dorsal do continente americano, que acabou virando uma série de TV de grande audiência na Espanha. Em 1997 percorre o continente asiático, desde a Espanha até Singapura, para realizar a premiada série “La ruta de Samarcanda”, programa mais visto no canal 2 da TVE no ano 2000. É diretor e roteirista de documentários, tem 47 anos e vive em Madrid com a família. (fonte: Wikipedia)


Trilha sonora


Se você, assim como o Gerardo Olivares, se identifica com os cenários dos desertos e da cultura dos povos nômades, com certeza irá curtir os álbuns que fazem a minha cabeça. Vale a pena correr atrás:

Hisham - Somewhere in a dream





Dead can Dance - Spiritchaser



Paul Horn and Roberto Carlos Nakai: Inside Canyon de Chelly




Trilha sonora de "O céu que nos protege", a cargo de Ryuichi Sakamoto



2 comentários :

  1. Falando em Krakauer, até hoje acho que minha esposa tem medo de eu sumir um dia e ela descobrir que fui tentar escalar o Kilimanjaro (o único dos top 7 que acho que teria reais condições de subir). Paisagens desérticas são realmente inspiradoras, ao mesmo tempo em que metem medo pela falta de distrações, o que nos coloca em contato direto conosco mesmo. Nada mais assustador. Vou procurar as sugestões musicais. Eu como bom apreciador do rock, gosto muito da banda "Camel" para servir de trilha sonora para o deserto. abraço!

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  2. He he he, entendo bem isso. Quem sabe se você raptar a sua mulher no meio do expediente e levá-la junto contigo ao Kilimanjaro a coisa toda não vira uma aventura ainda mais emocionante? Pois é. Rock também é minha praia, mas meio que parei nos clássicos (de 60 a 80). Não conheço o Camel, vou pesquisar. E se vc não conhece o DCD, além do álbum citado aí acima, ouça e pire nos outros da banda: AION e The Serpent´s Egg. Ou vá direto para a coletânea "A passage in time". Depois me diz o que achou...
    Saludos, pcésare

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