quarta-feira, 28 de abril de 2010

Leitura essencial: A arte da peregrinação, by Phil Cousineau. Parte 2

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Dando continuidade ao post anterior, trago a você leitor e leitora do Odepórica a segunda e última parte da nossa “imersão” nessa fabulosa obra “A arte da peregrinação: para o viajante em busca do que lhe é sagrado”, de Phil Cousineau. Escolhi uma ou duas passagens de cada um dos sete capítulos que compõem a obra, para que você possa ter uma ideia de como essa leitura é fabulosa. Palavras muitas vezes iluminadas e motivadoras, duvido que depois de ler esse livro você não tenha vontade de tirar a velha mochila do armário e sair por aí, atrás de suas próprias aventuras. Boa viagem.

Excertos do Capítulo I, O anseio.
Tema 1: A arte da peregrinação

Todas as nossas jornadas são rapsódias sob o mesmo tema da descoberta. Viajamos como quem busca respostas que não podem ser encontradas em casa; e logo descobrimos que uma mudança de clima é mais acessível do que uma mudança de coração. A verdade agridoce sobre o verbo viajar está contida na derivação da mais antiga palavra viandar, peregrinar. Em inglês, travel vem de travail, originada do latim tripalium, uma roda medieval de tortura. Como os viajantes de longos percursos e estranhos lugares sabem, às vezes, as viagens são “muito penosas”. Para os beduínos errantes, “viajar é penar”. Os gregos antigos ensinavam que os obstáculos eram formas de os deuses nos testarem. Na Idade Média, no Japão, acreditava-se que as dificuldades de uma viagem eram desafios que se transformavam em poesia e canção. Se estivermos em férias, viajando a negócios ou numa excursão prolongada, poderemos associar os momentos de provação que surgem como sofrimento ou como oportunidades para nos pôr à prova.

Mas o que faremos se sentirmos necessidade de algo mais em nossas viagens, além dos desafios encontrados e dos prazeres conhecidos? O que acontece quando a busca do novo já não nos basta? O que ocorre quando nosso coração quer algo de uma viagem que desafia uma explicação?

Séculos de sabedoria a respeito de viagens sugerem que quando já não sabemos mais para onde nos voltar, nossa jornada verdadeira mal está começando. Nesse momento, nessa encruzilhada, uma voz apela para a nossa alma de peregrino. É chegado o tempo de nos prepararmos para pisar o chão sagrado – a montanha, o templo, o lar ancestral -, que vai agitar nosso coração e restaurar nossa capacidade de nos maravilhar. É na trilha para o profundamente real que o tempo pára e somos surpreendidos pelos mistérios. Essa é a viagem que não podemos deixar de fazer.

Nessa tortuosa e longa estrada, é fácil perder-se no caminho. Ouça. O velho eremita na beira da estrada sussurra: “Estranho, passe indiferente pelo que você não ama”.

Tema 2: A lanterna do viajante

Durante séculos os peregrinos devotos, que lentamente circundaram a Ilha Shikoku em homenagem ao santo japonês Kobo Daishi, dormiam em humildes hospedarias ao longo do caminho. Além de alimento e hospedagem, os peregrinos recebiam uma lanterna. Os caminhos em torno dos vilarejos nas montanhas eram perigosamente lamacentos e irregulares. A pequena lanterna iluminava a estrada na escuridão, a caminho do calor da hospedaria.

Pensei nessa imagem simples, da iluminação das trevas, por muitos anos. As lanternas estão entre minhas mais queridas lembranças de viagem. Os lampiões de acampamento eram comuns nas viagens que fiz com amigos ao nordeste de Michigan. Meu amigo George Whitman, dono da livraria Shakespeare and Company, em Paris (que foi instalada entre as paredes de um antigo mosteiro), contou-me que as lanternas eram uma venerável tradição que lá existiu por séculos, cabendo a honra de conduzi-la ao “mais especial dos monges”. “As pessoas esperam pela luz”, dizia meu amigo, “e isso é o que fazem os livros da minha loja. Espalham a luz num tempo de trevas. Por isso, uma livraria é o lugar onde o céu e a terra se encontram”.

A mais forte imagem em minha mente é a de uma lanterna de latão empunhada por freiras numa remota hospedaria numa vila de Sagada, ao norte de Luzon, nas Filipinas. Ao tempo de minha primeira visita, lá não havia eletricidade; a noite era absolutamente escura. Aventurar-se a algum lugar na hospedaria ou fora dela exigia que se levasse uma brilhante e clara luz. Eu me achava tomado pela ideia ousada de explorar o grande vale durante a noite com o auxílio de uma lanterna. Na minha mão, ela parecia a lâmpada maravilhosa de As mil e uma noites.
A lanterna dos viajantes é também uma metáfora luminosa para a luz que brilha intensamente a partir da sabedoria dos viajantes que percorreram aquela trilha antes de nós.

Excerto do Capítulo II, O chamado.
Tema 1: O chamado do destino

Brenda Knight é uma estudiosa de Chaucer e autora que se mudou para São Francisco vinda de Nova York no final dos anos 80. Logo depois que chegou ela fez a indispensável peregrinação à livraria City Lights. Sua visita acendeu nela uma paixão pelos poetas da Beat Generation. Uma noite ela consultou as cartas do seu tarô, e a primeira que tirou foi o Bobo, a carta do peregrino. Sentia que devia pegar a estrada, seguir o fio da meada daquela fascinação até Nova York. “Senti-me convocada a fazer a peregrinação até as origens de tudo”, ela disse, “o lugar onde tudo começou para os Beats. Como é que podia entendê-los, a menos que fosse até lá?”.

Em Nova York, ela foi ai refúgio de Allen Ginsberg, a Cedar Tavern, e a todos os lugares de que Pollock, Corso, Jannine Pommie Vega e Kerouac tinham falado. “No apartamento de Ginsberg, olhei sua porta e na moldura havia uma grande marca raspada na pintura, como se tivesse sido feita por alguma criatura desesperada. Havia um ar de angústia ali, mas eu me sentia como se tivesse feito um contato com aquela gente. Continuei minha pesquisa, principalmente quanto a Kerouac. Ele era de fato único. Acreditei que havia uma espécie de destino que nos unia. Seguindo seus passos por Greenwich Village era como ir ao mais sagrado dos lugares – você não precisa ir à igreja se for às fontes da grande literatura.”

Perguntei-lhe como sua peregrinação havia influenciado sua autoria no livro Women of the beat generation (Mulheres da geração beat). “Quando as coisas ficavam difíceis”, ela respondeu, “eu pensava assim: se Kerouac conseguiu, eu consigo. Que melhor modo senão seguir sua trilha para entender o segredo da criatividade de um escritor?”.

Tema 2: As tarefas do peregrino

Um dos meus mais queridos “chamados” aconteceu no momento em que abri um grande envelope, chegado pelo correio com o carimbo de Ottawa, no Canadá. Eu estava confuso, pois não me lembrava de qualquer parente vivo que vivesse por lá. Dentro havia um programa mimeografado de seis páginas para a reunião de 1995 da família monette, a ser realizada em Lake Nipissing, Ontário. Ainda confuso, continuei lendo até descobrir que Cyril e Odile Monette eram as bisavós da minha avó Olive. Uma surpreendente fotografia delas, em preto-e-branco, decorava a primeira página da comunicação, uma espécie de Gótico Canadense: a imagem de dois severos e interioranos ancestrais posando diante de uma cabana de madeira.

A fim de me preparar para a aventura, encontrei um livro chamado Lês Voyageurs (Os viajantes), a história dos caçadores de pele, no sertão do Canadá francês, da qual meu bisavô Charlemagne fazia parte. Pouco depois, encontrei uma fita das cantigas populares que os voyageurs entoavam nas suas longas viagens de canoa. Ouvindo essas cantigas nos meses que antecederam nossa viagem, eu estimulei o aspecto peregrino de minha alma.

Seis meses depois, minha companheira Jô e eu descemos de canoa o Rio Francês, juntamente com 17 dos meus primos, repetindo a viagem original dos colonos meus antepassados. Quando chegamos a Monetville, cerca de setenta quilômetros dali e três dias depois, havia 1500 parentes à nossa espera, apinhados na neblina da madrugada.Nos poucos minutos que custamos para desembarcar, foi como se um século de história da família tivesse sido desenrolado de um projetor de filmes. Voltando ao lado de onde meu pai me trouxe ainda menino, regressando às fontes da história de minha família, como em toda peregrinação, aquilo parecia trazer de volta, em cada sentido que se possa dar a isso, como se eu, de fato, fizesse parte de um todo.

Excerto do Capítulo III: A partida
Tema: Os caminhantes

Imagine de quantas maneiras você pode se preparar para a sua próxima jornada. Você pode pensar num modo de ritualizar sua partida como um peregrino, que escolhe o que vai levar no longo caminho a Santiago? Você tem uma causa sagrada, um propósito inacessível, como o peregrino que marcha pela paz? Você pode focalizar seu destino como um navegante prestes a embarcar numa viagem de 15 mil quilômetros?

Experimente imaginar que você está partindo para uma viagem da qual pode nunca mais voltar. Como você “organizaria” seu tempo? Daria uma festa? Registraria cada momento? Os rituais marcam o tempo, organizam o espaço – duas maneiras de definir o que queremos dizer com o sagrado.

Antes de estar pronto, lembre-se da finalidade de sua jornada. De agora em diante, não há mais qualquer coisa como um ato neutro, um pensamento vazio, um dia sem sentido. As viagens tornam-se sagradas devido à profundidade de suas contemplações. Como no mito, no sonho e na poesia, cada palavra é saturada de significado. Agora é hora de viver sua vida ideal.

Excerto do Capítulo IV: o caminho do peregrino
Tema: A maneira de ver

Se existe um truque para tornar sua viagem significativa, é aprender a ver por si mesmo. Para tanto, tome para si a prática e a crença que isso exige. A diferença entre peregrino e turista está na qualidade da atenção, no propósito da curiosidade.

Nós geralmente não olhamos, nós relanceamos.” Alan Watts.

Excerto do Capítulo V: O labirinto
Tema: Por falta de surpresas

Com o sutil mas expressivo golpe de perspectiva exigido de um peregrino numa viagem sagrada, o que de começo é um emaranhado logo se transforma num teste, e um desapontamento vira um desafio. Théophile Gautier, poeta do século XIX, mostra isso nas suas narrativas de viagens pela Andaluzia, contadas em Waderings in Spain (Vagando pela Espanha):

Viajar torna-se uma realidade, uma ação na qual se toma parte. Numa diligência (um coche) um homem já não é um homem, mas um objeto inerte, um pacote de mercadorias, nada muito diferente de um cabide. Ele é jogado de um lugar para o outro e, assim, pode chegar em casa. O prazer de viajar consiste nos obstáculos, na fadiga e até no perigo. Que encanto alguém pode encontrar numa excursão, quando está sempre certo de alcançar seu destino, quando tem cavalos prontos à sua espera, um leito macio, uma excelente ceia, e todas as delícias e confortos que encontra em sua própria casa? Uma das grandes infelicidades da vida moderna está na falta absoluta de surpresas e na ausência de todo tipo de aventuras. Tudo está tão bem-arrumado, tudo tão bem-combinado e rotulado que o acaso torna-se uma impossibilidade; se continuarmos progredindo dessa forma, a caminho da perfeição, por mais um século, todo homem estará em condições de prever tudo o que lhe acontecerá desde seu nascimento até o dia de sua morte. A humanidade será completamente aniquilada. Não haverá mais crimes, nem virtudes, nem personalidades, nem originalidade. Será impossível distinguir um russo de um espanhol, um inglês de um chinês, um francês de um americano. As pessoas nem poderão se reconhecer umas às outras, uma vez que todas serão iguais. Uma profunda sensação de tédio tomará conta do universo...

Notável esse trecho de Gautier prevendo o que pode acontecer aos viajantes modernos, banindo as diferenças culturais e as nacionalidades, com a perda de todo o prazer numa viagem desprovida de surpresas. Suas observações são um modelo de como introduzir sincronicidade em nossas viagens.

Sem dúvida, está chegando uma época para o viajante em que as rosas vão deixar de desabrochar. Há um desejo generalizado de ficar em casa, ou de aversão a mais uma dessas visitas a lugares “famosos”, com um grupo. Mas como Freya Stark disse em seu livro sobre Alexandre Magno: “Penso que um bom viajante deve prestar atenção a lugares desinteressantes. Estar neles, estar por dentro, como um fio num novelo. O mundo, com sua desconhecida e inesperada variedade, é parte do seu próprio lazer; e essa participação viva é, penso eu, o que separa o viajante do turista, que conserva a mesma distância de um espectador num teatro, sem participar daquilo que a cada instante o espetáculo pode oferecer”.

Excerto do Capítulo VI: A chegada
Tema: A arte de despertar

Muito antes de escrever seu primeiro romance, O pioneers!, Willa Cather fez um percurso resumido do Grand Tour da Europa e mandou de lá vários ensaios sobre o que viu para o Nebraska State Journal. Sua inspiração final veio do interior da França, especialmente de Lê Lavandou, um vilarejo da Dordonha:

Depois de uma longa jornada, em que povos e lugares foram visitados numa longa sucessão, há sempre um lugar de que nos lembramos mais do que outros, se suas características internas ou externas foram capazes de produzir em nós alguma coisa próxima da felicidade. Estou certa de que para mim esse lugar será sempre Lavandou. Nada mais na Inglaterra ou na França me passou esse sentido de posse e de conteúdo imensuráveis. De fato, não sei por que um pequeno vilarejo pesqueiro, sem nada, além de verdes pinheiros, mar azul e um céu de porcelana pôde significar para mim mais do que uma dúzia de outros lugares que sempre quis ver e depois vi em minha vida. Nenhum livro foi escrito sobre Lavandou, nem música, nem pintura jamais chegaram ao meu conhecimento e, no entanto, sei que ainda pensarei naquele lugar, muito depois de ter esquecido de Londres ou de Paris. Não se pode adivinhar ou prever as condições que nos vão produzir felicidade; chega-se a elas por acaso, numa hora de sorte, em algum lugar do fim do mundo, e nos agarramos a elas com o tempo, como fazemos com a fortuna e com a fama.

Eis aqui, em um parágrafo, a essência da chegada. Cather aperfeiçoou em duas direções a arte da atenção. Ela vê o vilarejo, percebe seu sabor agridoce no mundo, e vê também no âmago do seu próprio coração. Então, ela se aquece no braseiro dessa sua reação instantânea. Suas expressões de felicidade parecem as mais delicadas brisas que sopram do mar. Suas palavras são tão simples e suaves quanto as contidas num cartão-postal enviado por um amigo de algum pedaço do paraíso onde ele está passando uns dias. Lê-las é mergulhar na maravilha. Onde está meu Lavandou? E se encontrá-lo, como farei para me lembrar dele?

Excerto do Capítulo VII: Renovando a bênção
Tema: Peregrinos para Angkor, dobrar à direita.

Em nosso último dia em Angkor, meu irmão e eu vagamos pela antiga estrada atrás dos estreitos caminhos de pedra do templo de Ta Prohm. Na margem da rodovia encontra-se o recém-descoberto Abrigo dos Peregrinos. Em meu pequeno e primitivo guia de viagem, comprado por cinqüenta centavos do vendedor de um só braço que encontrei na entrada, li que os principais templos haviam sido descobertos pelos exploradores franceses por volta de 1840, mas aquela construção simples passou despercebida, ali perto da estrada, até 1944.

Durante séculos, peregrinos estiveram lá depois de andar centenas de quilômetros vindos de todo o sul da Ásia, a fim de ver o céu na terra, um paraíso de pedra e água, e os santuários apinhados com dez mil estátuas do Buda. Os peregrinos eram vítimas de ladrões, bandidos e salteadores, assim como de animais selvagens e doenças. Mas tinham todos uma meta. Senti uma grande afinidade com eles.

Ao longo de toda a minha vida adulta tenho me encantado com essas ruínas, como se estivesse vivendo nas imagens daquele livro que meu pai me deu por razões que nunca pude entender. Sentia-me inconsolavelmente solitário, até que me lembrei do velho caçador da Groenlândia que teve a simplicidade de aceitar um presente dado por desconhecidos, recebendo a beleza do mistério.

Tarde naquele dia, andando pelos longos corredores do assombrado templo de Bayon, com seus 54 rostos colossais do bodisatva Avalokiteshvara me fitando com seu sorriso enigmático, lembrei da última conversa que tive com meu pai. Ele me perguntou o que me parecia ser bem óbvio: “Meu amor pelos livros influenciou você?”.

As palavras queimaram como um ferro em brasa, enquanto eu acendia uma vela e bastonetes de incenso em intenção dele, nos corredores vazios de Bayon, e fazia uma oração silenciosa pedindo que seu espírito pudesse encontrar a paz.

A noite começava a cair. Meu irmão e eu corremos de volta para Angkor Wat e subimos os degraus íngremes para o terraço mais alto para ver o pôr-do-sol no horizonte de florestas. Projetados para tornar o peregrino consciente da subida até um nível mais alto, não apenas de altitude, mas de consciência, os degraus tinham sulcos laterais provenientes do desgaste produzido por dez séculos de peregrinos subindo e descendo. Somente no alto pudemos descansar.

(...) O sol ardente sumiu depressa atrás do horizonte. A noite chegou, povoada de insetos e dos estranhos sons da floresta que nos cercava. Nas sombras das vilas próximas, lâmpadas de gás começavam a brilhar. Um a um, os monges e um punhado de viajantes desceram rapidamente os degraus para o longo corredor que levava à calçada, distante um quilômetro e meio da estrada principal.

Antes de começar a descer, vi o brilho trêmulo de uma chama votiva no fundo do corredor, junto à sala dos Budas. Em cada um dos quatro planos da descida, olhei para trás e para cima, e, por um milagre de arquitetura, a pequena chama continuava visível. Como a chama do espírito de meu pai em mim, pensei, enquanto ao mesmo tempo olhava para trás na minha vida e via a pequena e constante luz do seu amor, ainda lá, bruxuleante, espalhando fé e indicando direção na minha trilha.

Ao perceber isso, senti que alguma coisa em mim se completava. Só uma jornada como aquela podia encerrar o círculo de minha vida, e tocar em algo sagrado que podia revitalizá-la.

Andando na escura noite cambojana, minhas sandálias soando nas velhas pedras ao longo do calçamento, um pensamento, surgido num tempo distante, emergia na minha mente. Talvez a gente morra duas vezes. Uma, quando o coração pára. Outra, quando os que nos sobrevivem deixam de contar histórias sobre nós.

Naquele momento, meu coração vibrou de alegria. Minha peregrinação estava completa, a jornada com meu pai havia terminado. Outra se iniciava no momento em que me afastei da pequena chama e nada vi senão a escuridão da floresta que cercava o antigo templo, e já nada ouvia senão o som de um pequeno sino batendo num templo distante. A oferenda fora recebida.

*
Leia: A arte da peregrinação: para o viajante em busca do que lhe é sagrado. Phil Cousineau. Editora Ágora.

2 comentários :

  1. Oi Paulo, mais uma postagem maravilhosa. Beijos,

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  2. Legal, Pá. Esse livro, como disse, é fantástico, quando quiser lhe empresto com prazer. Beijins,pc.

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